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Multi CHÁ Brasil



Sempre apreciei o jasmim por suas qualidades medicinais e, além disso, essa árvore linda, com flores mimosas e um cheiro inconfundível, morava no meu quintal, de onde diariamente, me dava bom dia. Recentemente, me deparei com o imenso potencial dessa flor, e por isso não resisti à vontade de trazer aqui, a sua versão mais famosa – o chá de jasmim. 


Essa pequena flor de cinco pétalas tem um passado cheio de histórias, significados e utilidades em diferentes culturas e hoje, ao ultrapassar a fronteira das regiões de cultivo, é matéria prima utilizada em diferentes nichos do mercado mundial.


O aroma intenso e as propriedades medicinais do jasmim são o ponto de partida para a diversidades de seu uso em terapias diversas, na indústria de cosméticos, na gastronomia e no mundo dos chás.

 

Um chá ancestral


O uso do jasmim na bebida chá é bastante antigo. A planta, originária do Sudeste Asiático, chegou à China nos primeiros séculos da era cristã, e no século V, suas flores já eram utilizadas para aromatizar chás.


No período da Dinastia Ming que se iniciou no século XII, a sua fama se estendeu por toda a China e no final do século XIX, ao ser exportado para o Ocidente, tornou-se, desde então, o chá perfumado mais famoso do mundo.


Até os dias de hoje, entre tantas opões no mercado, quando o assunto é chá com aroma floral, o primeiro pensamento nos leva para o jasmim, esta flor com um cheiro intenso e adocicado, que empresta o seu perfume aos chás da Camellia sinensis.


No mercado mundial, o chá de jasmim se enquadra na categoria de chá perfumado ou aromatizado e, nesse contexto, existem dois tipos distintos resultantes do seu processo de fabricação, tradicional ou industrial.

 

O perfume tradicional e o aroma industrial


O meio tradicional de fabricação do chá de jasmim é um processo bastante artesanal que exige do produtor mais tempo e habilidade no manuseio de cada etapa de produção do chá.


Em linhas gerais, as folhas de chá são colhidas na primavera e, logo após, parcialmente secas e armazenadas em local fresco para aguardar a colheita das flores de jasmim que ocorre somente na estação seguinte. No verão, as flores que são colhidas na parte mais quente do dia pois estão bem fechadas; logo após, são colocadas em um local apropriado para secar e esfriar, e nesse processo, as flores começam a se abrir e liberar o seu aroma.


Este é o momento para a aromatização do chá: as folhas de chá, armazenadas anteriormente, são colocadas em contato com as flores de jasmim para absorver o seu perfume, durante horas ou dias, dependendo do perfil final do chá a ser produzido.


Na indústria, a aromatização ocorre durante a produção do chá com a utilização de aromas de óleo de jasmim ou sabores naturais de jasmim. Por se tratar de um processo mais rápido e de menor custo, esta alternativa permite atender em larga escala, a imensa demanda de chá de jasmim no mercado mundial.


Mas, e o chá de jasmim artesanal? Este ainda é produzido em algumas regiões da China, entre estas Fujian, o local de origem do chá de jasmim que ainda nos dias de hoje, ocupa a posição do chá perfumado mais famoso do mundo.

 

O sabor inconfundível


Artesanal ou industrial, o sabor do chá de jasmim varia de acordo com inúmeros fatores: a escolha do tipo de chá a ser perfumado – verde, branco ou preto, as condições e características de processamento do produto em todas as suas etapas e, por fim, o preparo do chá.


Em linhas gerais, este chá possui um perfume delicado e um sabor leve, adocicado, floral. Uma sutileza de sabores e aromas únicos que, há séculos, coloca o chá de jasmim no topo da preferência mundial dos chás perfumados.


E você? Já teve oportunidade de experimentar um chá de jasmim? Foi um chá verde, preto ou branco aromatizado com o seu perfume? Creio que, independente da escolha, todos tem o seu charme e um sabor é inconfundível tal qual aquele que fica na memória com gosto de ‘quero mais’!



Foto: Multichabrasil 


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quarta-feira, junho 12, 2024 No Comentários

 




Chá azul, a magia da transformação? Sim. Conhecido em várias regiões do mundo com diversos nomes, o chá azul é uma bebida muito singular devido à sua cor azul e à sua versatilidade no campo gastronômico e medicinal.


Trata-se de um chá de ervas ou tisana, derivado da infusão de flores da planta Clitoria ternatea, nativa das regiões tropicais da Ásia e conhecida sob diversos nomes: ervilha borboleta (butterfly pea), feijão-borboleta, ervilha azul, entre outros.


No Sudeste Asiático, especialmente na Tailândia e na Malásia, a ervilha borboleta tem uma importância especial na gastronomia porque além de dar origem à bebida consumida na forma de chá, sucos ou drinks, esta flor também é utilizada de maneiras diversas na culinária local.

 

A versatilidade do chá azul


Na Tailândia, o chá azul é uma bebida muito popular, de sabor suave, levemente herbal, encontrado em diversos lugares e formatos: pronto para beber, nas opções quente ou frio, com ou sem açúcar; e, também, as flores desidratadas vendidas para o preparo do chá, que inclusive, é muito simples de fazer: água fervente e flores secas para infusão.


E onde está a magia da transformação?  A magia deste chá tão comum está justamente na sua capacidade de mudar de cor. Colorações de diferentes tons e intensidades podem ser facilmente obtidas no preparo do chá, dependendo da quantidade de água ou de outros ingredientes adicionados a ele.


Do azul royal obtido no contato inicial com a água, o chá irá adquirir uma coloração violeta para roxo, quando adicionamos a ele, o suco de lima ou limão. Em outra versão, a medida em que somamos leite ao chá azul, além do aspecto mais leitoso, a sua cor mudará para os mais variados tons de azul. Uma magia de cores que certamente justifica o nome chá de fada azul. 

 

Nos últimos anos, o interesse pela flor da ervilha borboleta tem sido mundialmente crescente devido às suas propriedades medicinais e à sua versatilidade na composição de diferentes blends, chás mistos e drinks, resultando bebidas duplamente diferenciadas na aparência e no sabor.

 

O uso culinário e medicinal


As flores da ervilha borboleta são comestíveis e tem presença cativa em vários pratos da culinária tailandesa e malaia, sendo largamente utilizadas como fonte de coloração natural dos alimentos, especialmente dos pratos com arroz ou massa, em sobremesas e confeitaria. Tais qualidades extrapolaram a Ásia e hoje, estas flores compõem inúmeras criações gastronômicas em diversos restaurantes do mundo.


No segmento de bebidas, o consumo da flor da ervilha borboleta é crescente no mercado mundial, não só pelo aspecto de mudança de cores, que resultam drinks e coquetéis exóticos de grande efeito visual como também, pelas propriedades da flor azul que resulta um chá com muitos benefícios à saúde.


As qualidades restauradoras da ervilha borboleta são conhecidas há séculos e utilizadas nas medicinas tradicionais Ayurvédica e chinesa. Como todo alimento de coloração azul, as flores da ervilha borboleta são ricas em antioxidantes, que auxiliam no combate aos radicais livres e, por conseguinte, benéficos às células do corpo, fortalecendo o impulso cerebral, a melhoria da visão, a saúde reprodutiva, entre outros aspectos. As propriedades desta flor se estendem também ao tratamento da pele e dos cabelos, o que justifica a sua utilização na indústria mundial de cosméticos e produtos de higiene e beleza.

 


Foto:  acima - Multichabrasil ; abaixo Fatima Akram/ Unsplash



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quarta-feira, maio 08, 2024 No Comentários

 




Thai Cha ou Thai Tea é o chá mais popular na Tailândia. É um chá que se destaca entre os demais no país, podendo ser consumido quente ou frio; e, entre as duas opções, a versão gelada é, certamente, a campeã na preferência nacional.


O chá gelado ou Cha Yen, como é chamado em tailandês, é um chá diferente no sabor, na composição e no preparo. Em diversas ocasiões, especialmente nas ruas, é possível acompanhar ‘ao vivo’, diante dos vendedores, todo o processo de confecção dessa bebida. 


A popularidade do Thai iced tea, ou chá gelado tailandês, é tão grande que podemos encontrá-lo em qualquer lugar - nas ruas, nos mercados, nas cafeterias, nos restaurantes, nas lanchonetes, no metrô e até nas máquinas de bebidas existentes em diversos pontos da cidade.


A combinação perfeita: clima quente, bebida gelada


A Tailândia é um país de clima tropical e, assim como no Brasil, na região amazônica, possui duas estações distintas – a época de seca e a de chuva. No período de seca, que vai de novembro a maio, a média de temperatura varia entre 32º C a 35º C, porém nos meses de março a maio, considerada a estação quente, a temperatura e a umidade do ar aumentam, provocando uma sensação térmica que chega aos 42º C.


Cheguei à Tailândia justamente nesta época, em abril, e, logo entendi o porquê da preferência nacional pelo Thai Cha: é um chá gelado, uma opção irrecusável para um clima quente.


Nas minhas andanças para conhecer os pontos interessantes de Bangkok, mesmo com uma garrafa de água sempre cheia na bolsa, devo confessar que encontrar um Thai Cha nestas horas é como “ver uma miragem no deserto”: muito refrescante, delicioso e super restaurador. E, felizmente, a miragem é real!


Como é feito o Thai Cha gelado


O Thai Cha é feito, tradicionalmente, com chá vermelho, tipo fermentado, leite ou leite condensado, açúcar, creme e leite em pó. Uma composição básica que pode variar de acordo com as receitas do local. 


Atualmente, o gelado Cha Yen, encontrado em todos os lugares públicos, é elaborado a partir de uma mistura pronta de chá com corante alimentar vermelho e amarelo e especiarias. Feito o chá, este é adoçado e o sobre ele, é derramado o leite. A bebida é então, despejada sobre gelo picado em um copo alto e transparente (descartável ou não) e, sem misturar, servida logo em seguida, com um canudinho.


Em algumas versões atuais, o chá tailandês gelado pode também conter “pérolas” pretas de amido de tapioca, deixando-o aparentemente semelhante a um Bubble Tea, ou chá de bolhas. Mas é só aparência, porque o sabor é completamente diferente.  


Independente da receita, o fato é que o Thai Cha gelado é uma bebida muito convidativa. Inicialmente pelo aspecto - cor laranja brilhante, contrastando com uma parte branca cremosa; depois, ao experimentamos, constatamos ser um tônico energético e refrescante, com um sabor intenso e único. E, por fim, chegamos à conclusão de que este Chá Tailandês é realmente, uma bebida irresistível!


Quer experimentar um Chá Tailandês?  Em breve, veja a receita aqui.

 

Fotos: Thai Chai gelado - Marks Winkler / Unsplash



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quarta-feira, maio 01, 2024 No Comentários

 




Em cada novo chá, um sabor diferente, uma história, um aprendizado. Assim foi a minha primeira experiência com o chá de trigo sarraceno em Katmandu.


Alguns dias após a minha chegada ao Nepal, meu amigo Tenzing Gurung me convidou para conversarmos sobre a organização Human WelfareCommittee, da qual ele é responsável e onde eu estava trabalhando e morando como voluntária. E, antes de qualquer outra coisa, como é de costume no Nepal, ele me ofereceu um chá.


Era um chá muito gostoso, de cor clara, feito mel com um sabor leve e amendoado, diferente de todos os demais chás ou tisanas que eu havia experimentado. Depois de puxar em minha memória o que poderia ser, não resisti à minha curiosidade e perguntei.


A caixinha de surpresa


O chá que eu estava tomando, para meu espanto, não era um chá da Camellia sinensis e sim uma tisana ou chá de trigo sarraceno, que é uma semente pequena com nome de cereal, mas não tem relação alguma com o trigo.


Este grão já era um conhecido meu de longas datas. A primeira vez que ouvi falar em trigo sarraceno foi há alguns anos, quando pesquisava novos produtos para a Grão Divino, a minha loja de produtos naturais em Uberlândia-MG.


Na época, este produto me intrigou em vários aspectos: um trigo (só no nome) pois não é trigo; uma semente que pode ser usada como cereal; um grão que não contém glúten com alto valor nutritivo e que pode ser utilizado na culinária, em diferentes formas e receitas.


Depois tudo isso, fiquei tão fascinada pelo potencial do trigo sarraceno que, não só inclui o produto em nossa lista de oferta aos clientes como também, passei a consumi-lo diariamente, de diferentes maneiras.


E, como as coisas acontecem de modo imprevisível ..... vejam só, fui conhecer o chá de trigo sarraceno recentemente, do outra lado do mundo, e constatei que este pequeno grão é, realmente, “uma caixinha de surpresa”, cheia de benefícios e conhecida há séculos.


O chá de trigo sarraceno


Originário do Sudeste Asiático, o trigo sarraceno é cultivado há milênios nesta região, na Ásia Central e no Tibete, tendo se espalhado para o Oriente Médio e para a Europa somente a partir do século XV.


Na Ásia, especialmente na China, na Coréia e no Japão, o chá de trigo sarraceno é uma bebida bastante popular. E, assim como nos chás especiais, o chá do trigo sarraceno tem algumas diferenças de sabores, dependendo da região de origem.


O sobacha, ou o chá preto de trigo sarraceno da China, por exemplo, utiliza o trigo sarraceno tradicional, o qual confere à bebida uma cor mais escura e um sabor mais amargo do que o trigo cultivado na Europa.


Este último, mais conhecido pelo mundo ocidental, é um grão de coloração menos intensa, que por sua vez resulta um chá mais claro e um sabor mais suave e notas amendoadas.


No mercado atual, é possível encontrar esta tisana de trigo sarraceno também na forma de blends, composto com outros chás da Camellia sinensis, ou na forma de chá misto, com outras ervas, flores ou frutos.


Então, quer abrir essa “caixinha de surpresas”?  Experimente e descubra este novo sabor.


Fotos: Trigo mourisco - Lukasz Rawa / Unsplash - Caneca de chá - Zugr / Unsplash


Veja mais sobre o chá no Nepal nos posts: 

★  Outra visão do chá

★  A tradição do chá no Nepal

★  O chá mais consumido no Nepal

★  Receitas dos chás de minha casa nepalesa

★  Po cha, o chá de manteiga do Himalaia



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sábado, abril 27, 2024 No Comentários

 




Para quem não conhece a planta do capim-limão, quando olhar para uma certamente irá pensar que é mato, pois como diz o ditado “quem vê cara, não vê coração”.


Este é o caso. Com aparência de uma planta qualquer, um capim no mato que nasce e cresce por obra da natureza, o capim-limão é uma erva de muitos usos com inúmeras propriedades benéficas para o nosso organismo.


No Brasil, este capim-cheiroso, como também é chamando, é amplamente utilizado e conhecido de Norte a Sul com diferentes nomes populares dependendo da região: capim-santo, erva-cidreira, cana-cidreira, chá-de-estrada, e muitos outros.


Mundialmente consumido


O capim-limão (Cymbopogon citratus) é uma espécie originária da Índia e do Sul da Ásia, cultivada em diversos países tropicais, cujas propriedades medicinais são mundialmente reconhecidas.


Há séculos, medicinas milenares, como a tradicional chinesa e a indiana Ayurveda, fazem uso do capim-limão em suas práticas de tratamento. No Brasil, grande percentual do consumo desta erva também está direcionado para este fim, seja por meio de infusão, decocção (cozimento) ou, do óleo essencial extraído do capim-limão.


Entre nós, brasileiros, o método mais conhecido de uso do capim-limão é a infusão, ou seja, na forma de chá. Porém, o universo dessa planta vai além da esfera dos chás e tampouco se restringe ao âmbito medicinal.


Em alguns países da Ásia, como Malásia, Indonésia e Vietnã, o capim-limão é apreciado como alimento e tido como um ingrediente importante nas culinárias locais, ora em receitas de pratos quentes ou frios, ora como base de temperos.


Versatilidade em diferentes bebidas


As características de aroma, cor e sabor do capim-limão são singulares e favorecem a sua versatilidade na composição de chás e outras bebidas.  


O aroma fresco, o sabor suave, levemente cítrico, lembrando o limão e o licor claro esverdeado são características únicas do capim-limão e constituem também, a razão de sua versatilidade na composição de diferentes chás. 

  

Seja em um blend ou um chá misto, o capim-limão marca a sua presença entre os demais elementos, porém de forma muito sutil. O seu perfil combina com um amplo espectro de ingredientes sejam estes, os chás especiais ou outras ervas, frutas, flores ou especiarias, como o gengibre, o coentro e o cardamomo.


Além do segmento dos chás, o capim-limão também é presença marcante na elaboração de diversos tipos de suco: puro ou combinado com outras ervas, como a hortelã, com frutas cítricas, com especiarias, ou ainda, como ingrediente do suco verde.


É só escolher o que mais lhe agrada, soltar a imaginação e fazer a sua própria composição.


Propriedades fitoterápicas


O espectro de propriedades medicinais do capim-limão é amplo e no Brasil é popularmente conhecido como calmante, diurético, depurativo do sangue, expetorante e descongestionante em problemas respiratórios, para a má digestão e enjoos.

O seu consumo é contraindicado na gravidez.


Veja mais sobre, clicando aqui: capim-limão.


Foto: Markus Winkler / Unsplash


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segunda-feira, outubro 30, 2023 No Comentários




Muña. Você sabe o que é? Alguma vez você já ouviu este nome? Não? Então, te apresento aqui, o chá de ervas mais consumido na região dos Andes. 


Muña (em espanhol) ou Munha (em português) é uma erva medicinal e aromática, originária da América do Sul, especialmente dos países localizados na Cordilheira dos Andes, a chamada América Andina.


É um arbusto que cresce em grandes altitudes, acima de 2.700 metros do nível do mar, e suas folhas são largamente utilizadas para a confecção de um dos chás mais consumidos na região andina, especialmente no Peru: o chá de munha.


Em qualquer localidade de grande altitude no Peru, por menor que seja, o chá de munha é a bebida mais popular dentre todas. Você poderá perguntar: mas, e o chá de coca?  Sim, este está na mesma linha de intensidade de consumo, mas a munha tem encantos que o chá de coca não tem.


Chá de muña, a menta dos Andes


Em se tratando de uma planta medicinal,  a munha auxilia no tratamento  de diversos males físicos. Considerada a menta dos Andes, algumas propriedades são muito semelhantes àquelas da hortelã ou menta, com indicação para problemas  de digestão e combate aos gases e no auxílio aos sintomas de resfriados, febre e problemas respiratórios.


E, assim como o chá de coca, a munha é utilizada para aliviar os sintomas  do mal de altitude, aliviando enjoos, reforçando o sistema respiratório e descongestionando as vias respiratórias. Apesar de ser considerada um estimulante (veja mais abaixo o porque), a munha pode ser ingerida a qualquer hora do dia ou da noite; o chá de coca, ao contrário, tem o  seu    uso indicado somente para as horas diurnas.


O aroma e o sabor da munha


A munha (Minthostachys mollis) é um arbusto que pode alcançar 1,20 metros de altura, com pequenas folhas e flores brancas.


Suas folhas, in natura são de tamanho médio e têm um verde intenso, mas não escuro; e, assim como a hortelã, possuem um aroma mentolado, característica que também se sobressai no sabor leve e refrescante da bebida.


Ainda como a sua "irmã" hortelã, a munha é também utilizada na culinária, na confecção de molhos ou condimentos, imprimindo à estas criações gastronômicas, um sabor bem marcante e peculiar.


A “erva do amor”


E, para completar a versatilidade da muña, esta pequena folhinha é considerada a “erva do amor” pois, tradicionalmente na América andina, é utilizada para estimular os casais.


Foto:  Andes - Mauricio Munoz / Unsplash


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sexta-feira, outubro 06, 2023 No Comentários
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Multi CHÁ Brasil é um blog idealizado por Angélica Teixeira, com o objetivo de levar até você, o universo dos chás em todas as suas nuances, compartilhar a riqueza deste tema, aguçar a sua curiosidade para conhecer, experimentar e alçar voos no fascinante mundo dos CHÁS.
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